Pobre x rico: O que pode estar por trás da alegria na prisão de Eike Batista?

O já tão antigo “conflito” entre pobres e ricos voltou a tona, primeiro com a queda do valor das ações das suas empresas e posteriormente com a prisão, em 30/01/2017, do homem que chegou a ser considerado o mais rico do Brasil.

Pobre x rico: O que pode estar por trás da alegria na prisão de Eike Batista?

Após ser preso, Eike Batista caiu no humor das redes sociais e gerou uma grande comemoração, despertando um sentimento de satisfação em grande parte da população brasileira.

Sei que algumas das pessoas realmente levaram isso para o lado do humor, mas o que de fato poderia estar por trás da felicidade exacerbada da maioria delas?

Não me pareceu que os crimes cometidos por ele fossem a principal razão de tamanha alegria, e sem adentrar no mérito se foram ou não cometidos, o que mais me espantou foi o uso de várias expressões como “quem diria, hoje eu estou melhor na vida do que o Eike Batista” e até a criação da #EikeGenteComoaGente no Facebook.

Passei então a me perguntar: Porque uma pessoa deveria esperar que um rico se dê mal para poder se sentir bem? O que a prisão de Eike Batista mudou na vida dessas pessoas?

Na minha modesta opinião, possivelmente essa luta de classes entre pobres e ricos que ainda existe em nosso país é uma das explicações para tanta comemoração.

Essa luta pode ter várias origens, desde interesses políticos até uma simples inveja, mas eu particularmente acredito que um dos maiores motivos pode ser a mentalidade de pobreza honrada que a maioria de nós tem.

Quem nunca ouviu aquela celebre frase: “É mais fácil o camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar nos reino dos céus”?

Existem fortes indícios de que houve uma má interpretação dessa frase. Dentre algumas dessas interpretações, a que eu acredito particularmente é:

A palavra camelo deve ser considerada literalmente, mas o fundo da agulha era uma pequena porta ao lado da porta principal de Jerusalém, pela qual um camelo passaria, após tirar-lhe a carga e, mesmo assim ajoelhado e aos empurrões.

Naquela época discípulos pensavam que os ricos entrariam muito mais facilmente no céu porque sabiam que um homem com dinheiro consegue tudo que quiser.

Jesus queria apenas dizer que assim como os camelos torcidos e apertados entravam pelas portas de Jerusalém, os ricos poderiam entrar pela porta estreita do céu despojando-se de sua carga de pecados e de toda a deformidade corporal, independente do dinheiro que tinham.

Isso quer dizer que o problema para entrar no buraco da agulha era o pecado, e não o dinheiro. Seria o mesmo que dizer “Eles podem ter o dinheiro que for, se forem pecadores, não vão entrar no céu”.

O fato é que a interpretação equivocada dessa frase ajudou a crença de que pessoas ricas e prósperas são sempre pessoas más, renegadas por Deus, pelo simples fato de possuírem dinheiro.

Em outras palavras, esse mito colaborou para o dinheiro receber o status de vilão, de algo negativo.

Eu mesmo por muito tempo preguei que o dinheiro era o responsável por todos os problemas do mundo.

Qual era o resultado dessa mentalidade? Eu realmente não ganhava dinheiro! Esse pensamento me fazia não ter vontade de ganhar dinheiro só para não ser parte desse mundo que eu renegava. Por consequência, meu desejo de ter liberdade financeira não se tornava realidade e eu não atraia a prosperidade.

Foi então que percebi que na verdade, todos os problemas do mundo não são causado pelo dinheiro, e sim pela ganância, seguidos de perto pelo egoísmo, luxúria e avareza.

Outro pensamento muito comum entre as pessoas que não são financeiramente bem sucedidas é a “glorificação do sofrimento”.

Erroneamente acredita-se que uma pessoa que trabalha duro, que sofre para conquistar as coisas, é mais valorosa do que uma pessoa rica.

Esse tipo de pensamento só traz mais uma conotação negativa para o dinheiro, pois afinal, quem gosta de sofrer?

Essa pode ser mais uma desculpa reconfortante, mas a verdade é que a maioria das pessoas ricas atingiu esse estágio através do trabalho duro e da honestidade.

Outra questão que levanto é a do merecimento. Você realmente merece ser rico ou rica? Pode ser duro ler isso, mas talvez as estratégias financeiras que você tem adotado até agora estejam erradas ou os resultados que tem trazido não sejam suficientes para isso.

O fato é que a “pobreza honrada” e a “glorificação do sofrimento” atraem ainda mais pobreza.

Para sermos prósperos, temos que mudar nossa mentalidade, nossas crenças.

Quando as pessoas mudam suas crenças, elas mudam suas atitudes e consequentemente seus resultados.

Ter dinheiro é muito bom, principalmente se você souber como usá-lo a seu favor e a favor da sociedade e dos mais necessitados.

Pense quantas pessoas você poderia ajudar se fosse rico e próspero.

Tudo que acontece ou deixa de acontecer com você é reflexo de algo que você fez ou deixou de fazer.

Enquanto você acreditar que o dinheiro é algo ruim, que tem que sofrer para ganhá-lo, ou enquanto você tiver que esperar a queda de uma pessoa rica para se sentir feliz, o dinheiro não virá até você!

O problema não é ter dinheiro, o problema é o que você fará com ele e porque quer tanto ganhá-lo.

Enquanto você tiver a ganância de ganhar mais e mais dinheiro sem a intenção de fazer bom uso dele, enquanto tiver a intenção de beneficiar somente a você, o dinheiro poderá até vir, mas nesse caso recomendo que o aproveite bem porque com toda certeza ele será seu temporariamente. Não é mesmo Eike Batista?

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